Grupo avalia viabilidade de abolir os juros do crédito rotativo no cenário brasileiro

Um grupo de trabalho composto pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Ministério da Fazenda e Banco Central afirma está empenhado em encontrar soluções para os altos juros do crédito rotativo.

Diversas propostas têm sido discutidas, incluindo a possibilidade de abolir completamente essa modalidade.

Juros do crédito rotativo e as medidas possíveis de serem adotadas

Visando desencorajar parcelamentos sem juros, algumas medidas estão sendo consideradas.

Uma delas é estabelecer tarifas mais altas para os comerciantes que oferecem essa opção aos consumidores.

Além disso, a proposta sugere a adoção de preços diferenciados para pagamentos à vista ou parcelados, incentivando, assim, o pagamento integral no momento da compra.

Durante as discussões, ficou claro que a imposição de um teto para os juros foi descartada.

No entanto, a ideia de eliminar o crédito rotativo foi apresentada pelos próprios bancos e até o momento não recebeu uma rejeição por parte do Ministério da Fazenda.

Essa proposta desperta debates acalorados, uma vez que o crédito rotativo é uma modalidade amplamente utilizada pelos consumidores.

Outras opções também estão em pauta. Uma delas é estabelecer taxas fixas para os parcelamentos sem juros, buscando evitar abusos e garantir uma maior transparência para os clientes.

Discute-se também um possível aumento da tarifa de intercâmbio, que é cobrada dos estabelecimentos comerciais a cada transação com cartões de crédito.

Como funcionaria o crédito rotativo no Brasil

Clientes que não pagam a fatura integral do cartão de crédito poderão parcelar o saldo devedor em até 12 vezes, com taxa menor do que o rotativo.

Atualmente, a taxa anual do rotativo é de 430,5%, enquanto a do parcelado é de 192%.

Os bancos propõem reduzir o prazo de transferência para o parcelado de um mês para zero, possibilitando uma cobrança escalonada de juros ao longo do tempo.

A proposta enfrenta resistências, mas é vista como uma solução viável.

Há discussões sobre a estrutura do rotativo, com bancos afirmando que os juros altos financiam o parcelado sem juros.

O grupo JPMorgan relata que 25% dos cartões brasileiros geram renda por meio de juros, enquanto 75% são remunerados por anuidades ou tarifas de intercâmbio.

Alguns no setor discordam, argumentando que os bancos já são remunerados pela tarifa de intercâmbio.

O intercâmbio é uma tarifa paga pelos adquirentes às emissoras de cartões por transação. No Brasil, há limites estabelecidos pelo BC para essas tarifas.

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