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Nos últimos anos, tem sido observado um aumento significativo na idade média em que as mulheres brasileiras decidem ter filhos, e essa tendência promete se estender nas próximas décadas, de acordo com estimativas fornecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU).
De acordo com os dados de 2022, a idade média em que as mulheres no Brasil têm seu primeiro filho é de 27,8 anos, colocando o país na 32ª posição, quando comparado a outras nações.
Esse número representa a maior idade registrada desde 1984, período em que a tendência começou a declinar, atingindo seu ponto mais baixo em 2001, com uma média de 25,9 anos.
Aumento tem sido constante
De acordo com dados recentes da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil tem visto um aumento constante na idade média das mulheres ao se tornarem mães.
Desde que os registros começaram em 1950, quando a média era de 29,3 anos, as projeções indicam um aumento contínuo nas próximas décadas.
Segundo as estimativas, a idade média para a maternidade no país deverá atingir 30 anos ou mais a partir de 2049, chegando a 31 anos em 2083. Essa tendência é esperada para se manter pelo menos até o ano de 2100.
No Brasil, há uma percepção comum de que as mulheres têm filhos em idades mais jovens em comparação com outros países.
No entanto, é importante destacar que estar entre as mais jovens a terem um filho não implica necessariamente que as mulheres brasileiras tenham mais filhos.
De fato, as estatísticas recentes mostram uma realidade diferente.
Em 2021, a taxa de fecundidade média no Brasil foi de 1,64 filho por mulher, posicionando o país em 76º lugar entre as 239 nações analisadas pela ONU. Essa taxa é semelhante à da Holanda.
Quais os fatores por trás do aumento significativo
Esses dados evidenciam uma mudança significativa no padrão de maternidade no Brasil, com as mulheres optando por terem filhos em idades mais avançadas.
Esse fenômeno pode ser atribuído a uma variedade de fatores, como a busca por maior estabilidade financeira, avanços na educação e na carreira profissional, acesso a métodos contraceptivos e mudanças socioculturais.
Crédito: Valor Econômico