Calendário do PIS/Pasep 2026 já pode ser consultado; veja quem tem direito e como receber

Os trabalhadores da iniciativa privada e os servidores públicos já podem consultar se terão direito ao abono salarial PIS/Pasep 2026, referente ao ano-base 2024.

A verificação está disponível desde a última quinta-feira (5) e pode ser feita de forma simples pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou pelo portal gov.br.

Neste ano, o benefício deve alcançar cerca de 25,4 milhões de pessoas, com um total estimado de R$ 32,3 bilhões em pagamentos. O prazo para sacar o dinheiro vai até o fim do calendário bancário de 2026.

Onde consultar se você tem direito ao abono

A consulta é totalmente online e, nos canais oficiais, o trabalhador consegue verificar, em poucos cliques:

  • Se tem direito ao benefício;
  • O valor que será pago;
  • A data exata do depósito;
  • O banco responsável pelo pagamento.

As informações estão disponíveis no aplicativo Carteira de Trabalho Digital.

No caso do PIS, também é possível consultar pelos aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem.

Quando começam os pagamentos do PIS/Pasep 2026

O primeiro lote de pagamento será liberado no dia 16 de fevereiro, contemplando os trabalhadores nascidos em janeiro.

Somente nesta etapa inicial, o governo vai liberar cerca de R$ 2,5 bilhões.

Desse total:

  • 1,8 milhão de trabalhadores da iniciativa privada, inscritos no PIS, receberão pela Caixa Econômica Federal, somando R$ 2,29 bilhões
  • 217,2 mil servidores públicos, inscritos no Pasep, receberão pelo Banco do Brasil, totalizando R$ 301,9 milhões

Calendário de pagamento do PIS/Pasep 2026

Os pagamentos seguem o mês de nascimento do trabalhador ou do servidor público:

  • Janeiro – 15 de fevereiro
  • Fevereiro – 15 de março
  • Março e abril – 15 de abril
  • Maio e junho – 15 de maio
  • Julho e agosto – 15 de junho
  • Setembro e outubro – 15 de julho
  • Novembro e dezembro – 15 de agosto

Quem não sacar o valor na data liberada pode retirar o dinheiro até o último dia do calendário bancário de 2026.

Quanto será pago no PIS/Pasep em 2026

O valor do abono varia conforme o tempo de trabalho em 2024. O cálculo funciona da seguinte forma:

  • Divide-se o salário mínimo de 2026 (R$ 1.621) por 12;
  • Multiplica-se o resultado pelo número de meses trabalhados no ano-base.

Com isso, o valor a receber pode variar de R$ 136 a R$ 1.621. Só recebe o valor máximo quem trabalhou durante todo o ano de 2024.

Quem tem direito ao abono salarial neste ano

A partir de 2026, as regras ficaram mais restritivas. Terá direito ao PIS/Pasep quem:

  • Trabalhou com carteira assinada ou como servidor público por pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, em 2024;
  • Recebeu, em média, até R$ 2.765,92 por mês no ano-base;
  • Teve os dados corretamente informados pelo empregador na RAIS ou no eSocial.

Empregados domésticos e trabalhadores rurais ou urbanos contratados por pessoa física não têm direito ao benefício.

Por que o valor-limite mudou

A mudança faz parte de um pacote fiscal aprovado no fim de 2024, que estabeleceu uma regra de transição para o abono salarial.

Antes, o direito era garantido a quem ganhava até dois salários mínimos.

Agora, o limite de renda passa a ser corrigido apenas pela inflação até que, ao longo dos próximos anos, o benefício fique restrito a quem recebe até um salário mínimo e meio.

A expectativa do governo é que essa transição seja concluída por volta de 2035.

Como é feito o pagamento do PIS pela Caixa

A Caixa Econômica Federal prioriza o pagamento por:

  • Crédito em conta corrente ou poupança;
  • Conta digital acessada pelo Caixa Tem, aberta automaticamente.

Quem não tem conta pode sacar o dinheiro em agências, lotéricas, terminais de autoatendimento e outros canais autorizados.

Como funciona o pagamento do Pasep no Banco do Brasil

No Banco do Brasil, o pagamento é feito, preferencialmente, por:

  • Crédito em conta bancária
  • Transferência via Pix ou TED

Quem não é correntista também pode sacar presencialmente nas agências do BB.

O que acontece se o dinheiro não for sacado no prazo

Se o trabalhador não sacar o abono até o fim do calendário bancário de 2026, o valor é transferido para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Ainda assim, o dinheiro não é perdido imediatamente.

A legislação garante um prazo de cinco anos para solicitar o resgate.

Nessa situação, o processo deixa de ser automático e passa a exigir um requerimento junto ao Ministério do Trabalho e Emprego.

Informações adicionais podem ser obtidas pelo telefone 158 ou nas unidades regionais do Ministério do Trabalho.