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Mais de 700 mil pessoas se encontram em situação de desacordo comercial com a 123 Milhas. Apesar disso, um dos sócios da empresa afirmou confiar na possibilidade de ressarcir a todos os consumidores afetados.
Até o momento, contudo, os consumidores avançam pouco ou nada em relação à obtenção de seus direitos. Entenda no Guia do Ex-Negativado qual é a proposta da empresa e o que se sabe até agora sobre o caso.
Entenda situação de desacordo com a 123 Milhas
Em agosto, milhares de consumidores foram surpreendidos com o cancelamento em massa de passagens do tipo “Promo” vendidas pela 123 Milhas.
Ele afetou especialmente quem tinha viagens previstas para ocorrerem entre setembro e dezembro deste ano.
O caso foi parar na Câmara dos Deputados, onde é alvo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga pirâmides financeiras com criptoativos.
Foi durante a última sessão da CPI, aliás, que Ramiro Madureira, sócio e administrador da 123 Milhas, manifestou-se sobre o desacordo comercial existente:
“Estamos confiantes de que vamos conseguir ressarcir todos os clientes (…) Vamos fazer acordo com todos os órgãos públicos para ressarcir todos os clientes da melhor forma possível”.
O empresário declarou que existem ideias de soluções para ressarcir o público. Por exemplo, dar prioridade a questões entendidas como emergenciais.
Outra possibilidade seria dividir os consumidores entre aqueles que desejam ressarcimento por vouchers (hoje disponíveis para os consumidores) e os que querem o dinheiro de volta.
Apesar disso, Madureira não apresentou nada mais concreto sobre o desacordo comercial da 123 Milhas. De acordo com ele
“Esses clientes da linha promocional serão atendidos dentro do nosso plano de recuperação judicial, para ver a melhor maneira de solucionar”.
Recuperação judicial da 123 Milhas frustra consumidores
No último dia 30 a Justiça acatou ao pedido da 123 Milhas de recuperação judicial.
Em razão disso, suspendeu-se por 6 meses ações e execuções que restrinjam o patrimônio da companhia de viagens.
Com isso, não é vantajoso para os consumidores ajuizarem ações, neste momento, em razão do desacordo comercial com a 123 Milhas.
Cabe a eles aguardar os rumos que a recuperação judicial tomará.
Ela corresponde a uma ação em que a empresa passa a ter um administrador externo que coloca em prática estratégias para quitar dívidas e manter a empresa em funcionamento.
Conforme declarou Ramiro Madureira durante a CPI,
“Todo o pedido de recuperação judicial envolve um plano de recuperação judicial para ressarcir os clientes. E um dos fundamentos muito importante para ressarcir os clientes é a manutenção das operações da empresa. Todo esse plano está sendo formulado”.
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