Protestos contra a Reforma da Previdência na França começam a perder força

Nas últimas semanas, o mundo assistiu atônito aos Protestos contra a reforma da Previdência na França. No caso, essas movimentações tiveram início quando o governo de Emmanuel Macron aplicou um golpe para sancionar a reforma sem a aprovação do congresso. Isso foi o suficiente para que grande parte da população fosse para as ruas em Paris e no interior da França.

Os indícios da queda

Os protestos na última quinta-feira, dia 6, já demonstrou indícios de que a população tende a se conformar com a aprovação da reforma. Isso porque as autoridades francesas registraram uma participação de cerca de 570 mil franceses em manifestações. Apesar desse ser um número grande, ainda é pequeno em comparação aos protestos anteriores.

Por exemplo, o protesto que antecedeu o da quinta-feira, contou com cerca de 740 mil pessoas nas ruas. Isso significa que houve uma queda de quase 200 mil pessoas nas manifestações, com tendência do número diminuir ainda mais. Entretanto, os sindicatos marcaram um novo dia de greve para o próximo dia 13 de abril.

Segundo estimativas do Ministério do Interior da França, ao menos 111 pessoas foram presas em todo o país durante as manifestações. Ademais, cerca de 100 policiais ficaram feridos, inclusive com alguns casos graves.

Na manifestação do dia 6, assim como em dias anteriores, houve confronto com a polícia, onde a população lançou pedras e outros objetos e a polícia responde com gás lacrimogêneo. Ainda assim, não houve retrocesso quanto à decisão da reforma.

Entenda a Reforma da Previdência da França

Os protestos começaram a acontecer quando a primeira-ministra francesa Elisabeth Borne, de forma arbitrária, aprovou a reforma da previdência. No caso, essa tática foi feita porque o governo de Emmanuel Macron não conseguiu dar conta da votação do projeto na Assembleia Nacional, sendo a Câmera Baixa da França.

Essa reforma aumentou em dois anos a idade necessária para haver a aposentadoria de cidadãos franceses. Nesse contexto, será necessário ter 64 anos para conseguir a aposentadoria no país. Segundo o governo de Macron, essa seria a única forma de manter o país em dias com as obrigações da previdência.

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